Do site PDT - A Juventude Socialista do Partido Democrático Trabalhista do Paraná (JS-PDT) comemorou 30 anos na última terça-feira, dia 15, com evento voltado para a comunidade, na Ilha dos Valadares, em Paranaguá. Os jovens desenvolveram momentos de formação e descontração como palestras, distribuição de materiais, inclusive com direito a muita diversão com crianças e adolescentes da região: cama elástica, piscina de bolinha, gincanas, entres outras. As atividades foram iniciadas às 9h e encerradas às 18h, mesmo com diversos momentos chuvosos a estrutura permitiu a realização do evento com sucesso de público. De acordo com os organizadores, este dia fica marcado nas atividades da JS do Paraná que sempre esteve junto da comunidade.
Blog do Jota Agostinho/Leonardo Coleto (Paraná Online) - Estudantes de Curitiba e mais de 30 entidades sindicais e comunitárias da capital, que lutam pelo congelamento da passagem de ônibus em R$ 2,20, protestaram quinta-feira (17) no Centro de Curitiba... As entidades envolvidas ganharam a oportunidade de defender sua posição no plenário da Câmara, na próxima terça-feira (22), por 10 minutos. A chamada Rede Contra o Tarifaço entregou um documento aos vereadores, pedindo a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o transporte público de Curitiba. “O movimento é muito positivo. Conseguimos mostrar a quem nos representa o que pensamos sobre esse aumento da tarifa. Reunimos cerca de 400 estudantes em prol da nossa causa. Vamos até o fim”, afirmou Gabriel Araújo, integrante da Assembleia Nacional dos Estudantes Livres (Anel).
Valmor Stédile - O prefeito de Londrina, Barbosa Neto (PDT), propôs e a Câmara Municipal aprovou há poucos dias a redução da passagem de transporte coletivo para R$ 2,20. O município de Curitiba deve ter maiores condições orçamentárias para segurar ou até reduzir o valor atual, que está exatamente em R$ 2,20. Bastam coragem e independência aliadas à vontade política.


Marcela Rocha Mendes/Folha de Londrina - As grades que cercavam a Praça Nossa Senhora da Salette e o prédio central da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná foram removidas sexta-feira pela manhã. Anunciada pelo presidente da Casa, Valdir Rossoni (PSDB), para o início de março, a retirada, realizada por funcionários da Prefeitura de Curitiba, foi antecipada a pedido do Legislativo. As grades foram instaladas há 12 anos por ordem do ex-governador Jaime Lerner, em razão de um protesto do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que ficaram acampados durante meses no local. Para Rossoni, o ato significa, simbolicamente, o retorno do amplo acesso da população à Casa de Leis. Segundo ele, a intenção era ''devolver a praça ao povo'', ainda que volte a ser palco de manifestações, como antes. Agora o material removido deve ser aproveitado para cercar a rampa de acesso ao Plenário. A porta do prédio onde estão localizados os gabinetes dos deputados também deve ser reaberta... (leia mais)
Blog do Esmael Morais - Em 1999, as grades que cercavam a Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) foram instaladas a pedido da direção da Casa e do ex-governador Jaime Lerner. O atual presidente da ALEP, Valdir Rossoni, era o líder do então governo do PFL (1999-2002). Na época, os lernistas temiam uma ocupação do parlamento por militantes do Movimento Sem-Terra e professores, que acampavam na Praça Nossa Senhora do Salete. Medo do povo. Mesmo com as grades, em 2001, estudantes tomaram a Assembleia durante um protesto contra a Venda da Copel. Rossoni compunha a tropa de choque lernista que pretendia privatizar a estatal de energia mais rentável do país... (leia mais)
O Paraná - A professora Célia Leôncio dos Santos (PDT) ocupa o lugar de Delmir Sanagiotto na Câmara de Braganey. Delmir deixou o Legislativo para assumir a Secretaria Municipal de Indústria, Comércio e Serviços.
Jorge Félix e Tales Faria - Se depender da bancada do PDT no Senado, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, permanecerá no cargo. Primeiro, porque o líder pedetista na Casa, senador Acir Gurgacz (RO), afirma que todos os quatro senadores do partido votarão a favor da proposta do governo para o salário mínimo: R$ 545. Depois, porque, se Lupi for demitido, aí sim o líder diz que pode haver uma rebelião. Veja as explicações de Acir Gurgacz nesta entrevista para o Poder Online. "Nós apoiamos o governo porque concordamos com ele nas grandes linhas. Mas não temos compromisso de votar 100% com o Palácio do Planalto. A maioria tem votado a favor e, eventualmente, alguns parlamentares discordam desta ou daquela decisão. Isso se chama democracia", afirma Gurgacz.
Ivan Iunes Tiago Pariz/Correoi Braziliense - Para a bancada do partido na Câmara, a avaliação petista de que o partido foi infiel na votação é exagerada. “Somos aliados do governo, não subordinados. Queremos nos sentar à mesa e discutir. Isso não pode ser tratado como pecado. Dilma está mal assessorada pelo Mantega e o Brasil podia, sim, pagar os R$ 560”, critica o líder pedetista Giovanni Queiroz (PA). Um dos deputados dissidentes na votação do mínimo, o parlamentar lembra que os nove que votaram contra o governo seguiram as diretrizes do partido. “Não acredito em retaliações ao Lupi por causa dessa votação, até porque a Dilma veio do PDT, é de origem trabalhista e teria orientado a bancada exatamente como nós fizemos caso ainda estivesse na legenda”, diz Queiroz.
Lupi diz que não é inteligente governo retaliar o partido
Agência Estado - O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, disse nesta sexta-feira que a decisão sobre sua eventual saída do cargo compete unicamente à presidente da República, Dilma Rousseff... Lupi evitou criticar a posição de alguns deputados federais do PDT que não votaram a favor do mínimo de R$ 545. Ele disse que o momento é de comemorar a vitória do governo e afirmou não considerar "inteligente" que o governo faça retaliações ao partido. "O PDT fez aquilo que a democracia deve fazer por todos os partidos", declarou. "Temos uma legislação sobre o mínimo pela primeira vez. Nem o presidente Lula conseguiu aprovar uma legislação que garanta aumento real para o trabalhador", disse. O ministro disse que cada deputado do PDT votou com a própria consciência, mas afirmou que como membro do governo apoiou os R$ 545... (leia mais)
Fernanda Brigatti/Correio do Estado - A presidente Dilma Rousseff (PT) será dura com os deputados federais da base governista que votaram contra o projeto do salário mínimo a R$ 545, mas essa rigidez não deve atingir figuras como o ex-deputado federal Dagoberto Nogueira e o ex-senador Osmar Dias, ambos do PDT. A informação foi repassada pelo líder do governo, deputado Cândido Vacarezza (PT), ao deputado federal por Mato Grosso do Sul, Vander Loubet (PT).

Sacrifício de capivaras confinadas
será decidido nesta 2ª feira
A Prefeitura de Campinas deve definir nesta segunda-feira (21) o destino das 20 capivaras confinadas no Lago do Café, que viraram motivo de polêmica por causa da proposta da administração pública de promover o sacrifício dos animais. Diante das reações contrárias de entidades de proteção dos animais, o prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT) pediu uma nova consulta ao Ibama, que é a favor da matança, para verificar se existe outra alternativa, com eficácia comprovada, para resolver o problema... (leia mais)
Carlos Newton/Tribuna da Imprensa - A briga por postos de segundo escalão continua corroendo as bases do governo, e agora o PT investe contra o ministro de Assuntos Estratégicos, Moreira Franco, que é do PMDB e muito ligado ao vice-presidente Michel Temer. O objetivo dos petistas é evitar a demissão do presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Marcio Pochmann. Para retaliar Moreira Franco e enfraquecer seu ministério (que na verdade é uma secretaria inexpressiva e que tem pequeno número de funcionários), o PT quer impedir que o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, hoje subordinado à Secretaria de Relações Institucionais, seja transferido para o âmbito dos Assuntos Estratégicos. E vale tudo para tentar manter o presidente do IPEA. A bancada do PT na Câmara já decidiu mobilizar os parlamentares da base aliada, fazer abaixo-assinado e levar a demanda para o vice-presidente Michel Temer e os ministros da Casa Civil, Antonio Palocci, e de Relações Institucionais, Luiz Sérgio. Marcio Pochmann é economista pela Universidade de Campinas, ligado ao PT e chefia o instituto desde 2007. Antes, foi secretário de Trabalho da Prefeitura de São Paulo na gestão de Marta Suplicy (PT). Seu desempenho no IPEA, porém, não pode ser considerado faccioso. Aliás, o instituto acaba de divulgar uma estatística bem desfavorável ao governo Lula, mostrando que o total de trabalhadores desempregados caiu 31,4% no Brasil entre 2005 e 2010, mas aumentou expressivamente entre os mais pobres. Segundo um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, com base em dados do IBGE, nas seis principais regiões metropolitanas do país (Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador e Recife), o desemprego entre os 10% mais pobres cresceu 44,2% nos últimos cinco anos, embora o então presidente Lula e seus ministros costumassem exaltar um suposto aumento do número de empregos para as camadas menos favorecidas. Em 2005, por exemplo, terceiro ano da gestão Lula, 23,1% da população mais pobre estavam desempregados. No ano passado, cinco anos depois, esse número saltou para 33,3%, aponta o estudo. Já entre a parcela da população de maior poder aquisitivo, o desemprego diminuiu 57,1% nesses cinco anos. Caiu de 2,1% para 0,9%. O pior é que o desemprego entre os mais pobres é 37 vezes superior ao dos mais ricos em 2010. Em 2005, a taxa era apenas 11 vezes maior. Moreira Franco quer mostrar força e independência em uma pasta que ele assumiu a contragosto. E não aceita que o principal órgão sob seu comando não tenha um presidente afinado com os seus interesses. O mais incrível é a alegação para afastar Pochmann. O ministro considera o órgão “pouco crítico” e vê em Pochmann uma pessoa que limita o trabalho econômico a levantar dados positivos para embasar o sucesso de programas do governo. Quer dizer, Moreira Franco não sabe nada sobre o trabalho do IPEA, único órgão sob seu comando.
Enfim, surge na política nacional uma esperança de político ficha-limpa, preparado e defensor da ética. Conheça José Antonio Reguffe, o deputado proporcionalmente mais votado do País - Como se trata de um exemplo de austeridade e comportamento político, vale a pena reproduzir aqui uma reportagem do “Jornal da Comunidade”, de Brasília, mostrando que nem tudo está perdido. É um deputado federal de 39 anos, idealista, filiado ao PDT, cuja carreira pode surpreender favoravelmente a opinião pública. Chama-se José Antonio Reguffe, é economista e jornalista. A entrevista com ele foi feita pelo repórter Luis Ricardo Machado. “Em meio à onda de escândalos no cenário político de Brasília em 2010, fato que gerou a queda do governador, secretários de estado e alguns deputados distritais, o discurso pela ética e pela honestidade na política ganhou eco nas eleições da capital federal. Sem utilizar recursos milionários e atuando da mesma forma que foi eleito deputado distrital em 2006, José Antônio Reguffe (PDT) obteve 266.465 mil votos, 18,95% dos votos válidos a deputado federal, e tornou-se o novo fenômeno da política nacional. Respeitando as proporções do coeficiente eleitoral, Reguffe foi o candidato proporcionalmente mais votado em 2010 à Câmara dos Deputados.Estreou na Câmara fazendo barulho. De uma tacada só, protocolou vários ofícios na Diretoria-Geral da Casa. Abriu mão dos salários extras que os parlamentares recebem (14° e 15° salários), reduziu sua verba de gabinete e o número de assessores a que teria direito, de 25 para apenas 9. E tudo em caráter irrevogável, nem se ele quiser poderá voltar atrás. Além disso, reduziu em mais de 80% a cota interna do gabinete, o chamado “cotão”. Dos R$ 23.030 a que teria direito por mês, reduziu para apenas R$ 4.600. Segundo os ofícios, abriu mão também de toda verba indenizatória, de toda cota de passagens aéreas e do auxílio-moradia, tudo também em caráter irrevogável. Sozinho, vai economizar aos cofres públicos mais de R$ 2,3 milhões nos quatro anos de mandato. Se os outros 512 deputados seguissem o seu exemplo, a economia aos cofres públicos seria superior a R$ 1,2 bilhão.
Vereador quer que Saec ‘descomplique’ tarifa social de água
Rodrigo Ferrari/Bom Dia - Nos últimos tempos, o vereador Onofre Baraldi (PDT) tem feito críticas recorrentes à Saec (Superintendência de Água e Esgoto de Catanduva), pelo fato de a autarquia, na sua opinião, criar restrições para que a população possa ter acesso à tarifa social de água. Para Onofre, os requisitos exigidos para se obter o benefício são muitos e acabam por dificultar a vida daqueles que de fato necessitam do desconto. “Ao mesmo tempo em que criam a tarifa social para favorecer a população, criam também empecilhos para quem busca esse direito”, diz o vereador. Onofre considera um equívoco a Saec adotar o critério de renda familiar (de até dois salários mínimos) para determinar quem pode ou não usufruir do benefício. Na opinião dele, o correto seria que se levasse em conta o salário do titular do imóvel. “Muitas vezes, numa mesma família, mais de uma pessoa conta com uma fonte de renda. Mas isso não quer dizer que todos terão condições de colaborar nas despesas da casa”, argumenta Onofre... (leia mais)
A prefeita Aparecida Panisset é a nova presidente do PDT de São Gonçalo. A chefe do Executivo, que era presidente de honra do partido, assumiu o comando efetivo da legenda na semana passada após renúncia do então presidente e secretário municipal de Trabalho e Renda, Henrique Porto, que agora é o vice. A nova composição da executiva municipal do PDT-SG tem objetivo de manter o partido em ‘alta’ dentro da cidade. Entre as novidades, está a possibilidade de o partido definir, ainda este ano, o nome do seu candidato à sucessão de Panisset.
Taques visita Silval e se coloca à disposição de MT
Foto: Deurico/Arquivo Capital News

Governador tenta "laçar"
PDT de Mato Grosso do Sul
Eduardo Penedo/Capital News - O governador André Puccinelli (PMDB) disse que a cedência do ex-deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT) que ocupava o cargo de Procurador de Entidades Públicas do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) para ficar a disposição da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Ele disse que recebeu um oficio da presidência da Casa pedindo que Dagoberto fosse remanejado de cargo. André disse ainda que esse cedência foi um ato de gentileza para tentar “laçar” o PDT para a base aliada no governo. “Ás vezes o PDT quer ficar conosco. Política se faz com respeito e inteligência”, pontuou Puccinelli. Dagoberto disputou nas eleições de 2010 uma cadeira ao Senado Federal só que ele foi derrotado nas urnas pelo companheiro de coligação Delcído do Amaral (PT) e por Waldemir Moka(PMDB) . Dagoberto ficou em quarto lugar na disputa perdendo também para o ex-governador Murilo Zauith (DEM). O curioso é que Dagoberto foi um ferrenho opositor ao governo André chegando a protocolar pedidos na Justiça Eleitoral para suspender a diplomação do governador reeleito a poucos dias da diplomação, mas o pedido não foi acatado.
Bancadas do PDT e PSDB divididas no Ceará
Diário do Nordeste - Na primeira sessão deliberativa da Assembleia Legislativa cearense, o PDT publicamente desautorizou o deputado Heitor Férrer, ex-líder da bancada do partido, e o PSDB, nas palavras do seu líder, deputado Moésio Loiola, confirmou que não vai fazer oposição ao governador Cid Gomes.. O requerimento de Heitor pedindo informações sobre a viagem do governador, mês passado, em avião do empresário Alexandre Grendene, motivo das manifestações dos líderes do PDT e do PSDB, não foi derrotado por unanimidade porque o próprio Heitor votou a favor. Quarenta e um deputados disseram não ao pedido do pedetista... O requerimento do pedetista sofreu o primeiro ataque do líder do seu partido, deputado Ferreira Aragão, ao afirmar que o PDT era contra o requerimento, ensejando que os deputados Patrícia Saboya e Delegado Cavalcante votassem contra o requerimento do colega que ficou sentado entre eles... (leia mais)

Nomeação de Ludgério muda
composição na Assembléia
PB Agora - A publicação no Diário Oficial com a nomeação do deputado estadual Manoel Ludgério (PDT) como novo secretario da Articulação Municipal essa semana, poderá ter desdobramentos significativos na Assembléia Legislativa e na Câmara Municipal de João Pessoa. Ludgério já disse publicamente que aceitou o convite e prometeu pouca festa para tomar posse na nova função: “Sou um homem simples e não me atenho a formalidades”, contou ao PB Agora... (leia mais)
Diário de Pernambuco - A Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Pernambuco (OAB-PE) - encaminhou sexta-feira ao presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputado Guilherme Uchoa (PDT), uma notificação contra o pagamento da verba indenizatória conhecida como "auxílio paletó". O documento tem como objetivo ´sensibilizar` os parlamentares a tomarem a iniciativa de excluir do seu Regimento Interno o artigo 43 que estabelece o pagamento de ajuda de custo a compensação por despesas imprescindíveis ao comparecimento à Sessão Legislativa Ordinária. "Esperamos que prevaleça o bom senso da Assembleia, adotando, por iniciativa própria, a revogação imediata desse dispositivo regimental. Acaso nosso pleito não seja atendido, adotaremos a medida judicial própria para extinguir esse injustificável privilégio, denominado auxílio-paletó", afirma o presidente da OAB-PE, Henrique Mariano. Os 49 deputados e o cinco suplentes de partido, empossados pela presidência da Casa, receberam o auxílio paletó no valor individual e R$ 20 mil, além do salário de mesmo valor.
Oposição ajudou o governo a saber quem é quem em sua base fisiológica
Estão redondamente enganados os que imaginam ter havido um duelo na Câmara Federal em torno do salário mínimo. Antes pelo contrário: o objeto da votação e os 47 milhões de potenciais interessados entraram naquela maçante discurseira como Pilatos entrou no credo. O meio milhar de bem remunerados deputados foi ali, sob as câmeras de um legislativo assumidamente gaiato, apenas para representar mais uma ópera bufa de papéis trocados, exibindo à distinta platéia o espetáculo surrealista de canastrões feitos excelências. Nada me pareceu mais fora de propósito do que ver os partidos patronais chorarem pela sorte dos desafortunados assalariados do mínimo, para os quais, na contracena, seus hipotéticos representantes, titulares de suas franquias, lhes viraram as costas, privilegiando o comprometimento das núpcias com o poder. Todo mundo sabe que a inexistência de ganho real no reajuste do salário mínimo aprovado representa a verdadeira quebra do acordo alegado na sustentação de uma correção que a nada corrigiu. A alegação da referência ao PIB negativo em 2009 veio a calhar. O governo entrante está morrendo de medo de bombas de retardo e, como no começo tudo são festas, aproveitou a deixa para segurar as pontas de um processo que tantos dividendos políticos forjou junto à plebe ignara. Como em 2010 houve uma certa recuperação do crescimento e como o referencial de perdas é a inflação desse ano, não custava nada ter antecipado alguma coisa do próximo aumento: não custava nada, mesmo. Era, aliás, até uma demonstração de bom senso.
Jogo de cartas marcadas - Mas a ribalta fora tomada pelos coadjuvantes na busca de alguns minutos de glória. O governo se apegou a um valor e seus a dversários, repetindo velhas práticas dos rivais, alardearam que queriam dar mais ao proletariado de cordas no pescoço e mãos atadas. Queriam mesmo? Claro que não. Queriam, sim, fazer média com a platéia e causar embaraços para a turma que se comprime, ávida, insaciável, na cata de qualquer vantagem por ser da base governante. Não havia sinceridade na encenação mal ensaiada. Havia, sim, infelizmente, o sentimento de impunidade ante uma massa tomada de analfabetos políticos, vulnerável a qualquer mistificação, conformada com a pirâmide que sustenta o dorso de uma sociedade sedimentada na injustiça e na atávica exploração do homem pelo homem. O pomo da discórdia era outro, portanto. Tratava-se de explicitar quem era quem no jogo do poder. O governo da senhora Dilma Rousseff precisava fazer um laboratório, saber de seu poder de sedução dos parlamentares, que usam enferrujadas picaretas para abocanhar o máximo de minas possível, e que andavam arregalando os dentes atrás da carne seca. Para testar o nível de dependência de cada deputado o governo contou com a colaboração graciosa da oposição, que bancou propostas mais generosas na convicção de que jamais poderiam sair vitoriosas. Ou teria mudado o ultra-reacionário Ronaldo Caiado, latifundiário de pai e mãe, para quem a simples existência de direitos trabalhistas se afigura uma peça jurássica da era Vargas, que ele e seus parceiros desejam enterrar? O embate de fancaria mostrou exatamente o que já se sabia: o entorno do poder desfigura personalidades e as nivela a encabulados bobos da corte, enfileirados em pálidos cordões de dependentes químicos do seu aroma.
Rebelião no PDT ainda vai render - Mas revelou igualmente que nem tudo são flores nos jardins da corte. A divisão no PDT serviu para revelar a insatisfação dos seus mais importantes parlamentares com o seu presidente licenciado, reconduzido triunfalmente ao Ministério do Trabalho, este sobrevivente de uma farsa em que abriu mão do passado institucional e virou mero distribuidor da grana do Fundo de Amparo a Trabalhador – FAT. O governo não é só aritmético. Viu quedo PDT ficou no seu coro apenas a banda amorfa de sua bancada. Os expoentes mais visíveis, que são respeitados e pesam no debate parlamentar, deixaram o ministro Carlos Lupi pendurado no pincel e votaram contra o governo. Assim foi com Antônio Reguffe, o deputado proporcionalmente mais votado do Brasil, tendo merecido o sufrágio de um em cada 5 eleitores de Brasília. Na mesma postura dissidente estavam também Vieira da Cunha, combativo parlamentar do Rio Grande do Sul, o paraense Giovanni Queiróz, líder da bancada; Miro Teixeira, um dos mais respeitados congressistas, e Paulo Pereira da Silva, que carregou os três votos do PDT paulista na mesma posição. Mas os próximos dias mostrarão que a rebeldia de alguns pedetistas não afetará a permanência de Lupi no Ministério do Trabalho. Seria um erro de cálculo do palácio punir um fiel escudeiro, útil como coveiro da outrora rival fortaleza brizolista, que já exerce um cargo simbólico, excluído de todas as pendências trabalhistas, inclusive essa última com as centrais sindicais chapas brancas. Ao contrário, pelo tom da balada palaciana, ele deverá ser mais prestigiado ainda, até como forma de desautorizar os dissidentes. Se não for isso, então o governo terá sucumbido à arrogância de trogloditas autoritários, que só confiam na truculência como método de relacionamento, que imaginam os aliados como hordas de obedientes capachos. Já o PDT poderá ser sacudido pela rebelião em marcha, de consequências imprevisíveis. Não é todo mundo que se agacha em troca das sobras do banquete. Quem tem biografia a preservar – não é o caso do ministro – pensa duas vezes antes de deixar-se aviltar por ofertas de ocasião. Para nós, de cá, fica a sensação do triunfo do óbvio. O governo tem argumentos de sobra para fazer valer suas decisões: que o diga a penca de cargos atrativos disponibilizados na máquina estatal, a que se junta o enorme poder multiplicador de um estado gigante e avassalador. Fica ainda a sensação de que essa classe política – de um lado e de outro - não tem o menor respeito pela verdade, nem acredita no potencial crítico dos cidadãos.
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