quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Ameaça de greve não abre negociação com médicos

Faltando cinco dias para o início da greve dos médicos, o governo municipal ainda não apresentou nenhuma contraproposta para a categoria. Segundo o presidente do sindicato, Mauro Peralta, a paralisação está mantida e só será suspensa se houver novas negociações. “O prefeito Paulo Mustrangi tem até o dia 15 para nos apresentar alguma proposta. Antes de decidirmos pela greve, tentamos por inúmeras vezes um encontro com o prefeito. Há uma insatisfação muito grande dos médicos e a paralisação foi a única opção”, comentou.
A greve foi definida na última reunião com a categoria, realizada no dia quatro. Cinquenta e oito médicos participaram da assembléia e decidiram por unanimidade a paralisação a partir da próxima segunda-feira, dia 15. Ao todo, o município conta com 180 profissionais que atuam nos postos de saúde, ambulatórios de especialidades, Centro de Saúde da Rua Santos Dumont e ambulatório do Sehac. “os setores de urgência e emergência continuarão funcionando. O atendimento nos postos de saúde e ambulatórios de especialidades estarão paralisados”, informou Mauro Peralta. Na cidade existem 44 postos de saúde e quatro ambulatórios de especialidades.
Entre as reivindicações da categoria está o piso salarial de R$ 2.600; uma carga horária de trabalho de 12 horas; um adicional de difícil acesso para postos de periferia, incluindo o Meio da Serra; o cumprimento do Plano de Carreiras, Cargos e Salários, com imediata ascensão para níveis de sênior e pleno dos profissionais com mais de 10 ou 20 anos de atividade; a licença anual para congresso e a realização de cursos de reciclagem promovidos pela Prefeitura.
Amanhã acontecerá outra assembléia no Clube dos Médicos, a partir das 20 horas. De acordo com Mauro Peralta, caso seja apresentada uma contraproposta pelo governo, ela será avaliada pela categoria durante a reunião. Ainda de acordo com Peralta, um ofício de adesão à greve será entregue ao Comsaúde, à Câmara dos Vereadores, à Imprensa, à Defensoria Pública e aos ministérios Públicos Federal e Estadual.

 
Comerciários querem INPC mais 10% de aumento real PDF Imprimir
Qua, 10 de Novembro de 2010 11:00
O sindicato patronal dos comerciários se reúne na próxima quarta-feira em assembléia, para discutir as reivindicações da categoria, que neste ano pede um reajuste salarial de 100% do INPC, que alcançou 0,92% em outubro,  mais 10% de ganho real.
Além do reajuste, os comerciários pedem a manutenção de alguns fatores como o quinquênio, que dá direito a um aumento de 5% no salário a cada cinco anos; a obrigação do pagamento de 5% a mais do salário base para comissionistas; e o direito à semana inglesa.
O piso é um mínimo, de R$ 582, mas atualmente nenhum comerciário ganha isso. O reajuste que pedimos é em cima do salário de cada um, não importa qual seja ele. Mas ultimamente o patronal tem atendido nossas pedidos com muito mais rapidez”, comentou o presidente do Sindicato dos Comerciários, Aníbal dos Prazeres.
A categoria conta atualmente com 16 mil trabalhadores, 9 mil deles associados ao Sindicato dos Comerciários. Já as empresas que compõem o sindicato patronal, que empregam os comerciários, somam atualmente, em Petrópolis, cerca de 4 mil.

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